

O Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora, foi o grande destaque do III Festival Internacional de Turismo e Gastronomia de Ouro Preto na sessão solene de abertura do evento. O prefeito da cidade, Ângelo Oswaldo, elogiou a iniciativa da prefeita Margarida Salomão em reabrir integralmente o espaço depois de fechado por mais de 15 anos. O secretário de Turismo, Marcelo do Carmo, acompanhado dos três gerentes da Setur, representou a cidade no evento, que contou ainda com a participação de dezenas de municípios e de Instâncias de Governanças Regionais (IGRs) e do subsecretário de Turismo de Minas, Sérgio de Paula e Silva Júnior.
O prefeito de Ouro Preto lembrou que Alfredo Ferreira Lage, filho de Mariano Procópio, construiu “um dos museus mais ricos do Brasil. A sua reabertura é uma notícia muito importante. Ele tem um acervo não apenas do período imperial, mas também do Brasil colônia e, inclusive, peças relativas à Inconfidência Mineira”. O prefeito ressaltou a importância de fazer “propaganda do museu”.
Ângelo Oswaldo ressaltou que Mariano Procópio foi um grande empresário do século 19, propulsor do desenvolvimento de Minas tendo feito a estrada macadamizada entre Juiz de Fora e Petrópolis, a União Indústria. Seu filho Alfredo Ferreira Lage, explicou o prefeito, “ao se proclamar a República foi a todos os leilões e arrematou as principais peças dos palácios imperiais de Petrópolis, Paço da Cidade e Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, com objetivo de ter a guarda desse acervo para devolver para a princesa Isabel. Ele acreditava que ela voltaria, o que não aconteceu, pois a República se consolidou”.
Desta forma, destacou o prefeito, “ele resolveu fazer um museu ao lado do palacete residencial que Mariano Procópio havia construído em Juiz de Fora onde hospedou D. Pedro II por diversas vezes. Alfredo Ferreira Lage construiu o primeiro prédio para museus do Brasil. Um imóvel arquitetonicamente voltado para a museologia, reunindo lá esse acervo fantástico”.
Ângelo Oswaldo lembrou também que ele foi inaugurado em 1921 pelo conde d'Eu, marido da princesa Isabel, que já havia falecido. Ele participou das comemorações do centenário da Independência do Brasil e da inauguração do museu. De acordo com o prefeito de Ouro Preto, "esse museu precisa ser visitado, pois seu acervo é um dos mais ricos do país. Sua reabertura é uma notícia muito boa para Minas e para o Brasil e, com ela, nós comemoramos a riqueza do patrimônio cultural e o potencial turístico de nosso estado e de nossas cidades”.