

A Prefeitura de Juiz de Fora realizou, na última terça-feira, 24, a primeira reunião com lideranças do Bairro Industrial para apresentação detalhada das obras de macrodrenagem e esgotamento sanitário na região, integradas ao planejamento do trabalho social. Mais do que uma etapa informativa, o encontro marcou o início de um processo contínuo de escuta e construção conjunta com a comunidade diretamente impactada pelas intervenções.
A reunião reuniu representantes comunitários, além de equipes da Unidade Básica de Saúde do Bairro Industrial e do Centro de Referência de Assistência Social do Barbosa Lage, fortalecendo a articulação entre poder público e território. A proposta é garantir que as decisões e a execução das obras considerem, desde o início, as demandas, percepções e realidades vividas pelos moradores.
As ações integram o grupo de trabalho intersetorial de acompanhamento das obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento, coordenado pela Secretaria de Governo, e que reúne representantes de diversas áreas da administração municipal. O subsecretário de Gestão de Obras Públicas, Leonardo Leite, apresentou o detalhamento técnico do projeto e destacou os impactos esperados, especialmente visando o fim dos alagamentos que atingem o bairro há mais de 50 anos. Ao longo da apresentação, os participantes puderam esclarecer dúvidas e dialogar diretamente com a equipe técnica, em um formato que prioriza a transparência e a participação.
As intervenções fazem parte de um conjunto de medidas estruturantes na bacia do Córrego Humaitá e do Rio Paraibuna, consolidando a atual fase do projeto, iniciado em 2023. O escopo inclui a ampliação e substituição da rede de esgoto, implantação de novos sistemas de drenagem pluvial e obras complementares para o manejo adequado das águas.
Complementando a frente de engenharia, a coordenação do Trabalho Social apresentou as estratégias de mobilização comunitária e os canais permanentes de diálogo que serão mantidos ao longo de toda a execução das obras. A responsável técnica social, Patrícia Groppo, destacou que o trabalho será baseado na escuta ativa, na presença contínua no território e na construção de soluções junto à população.
Nesse contexto, o presidente da EMCASA, Raphael Rodrigues, ressalta que a participação popular é um elemento central para o êxito das intervenções. Segundo ele, o envolvimento direto dos moradores permite maior precisão no diagnóstico das necessidades locais e contribui para que as soluções implementadas sejam mais eficazes e duradouras. A Companhia será responsável por garantir a mediação entre comunidade e poder público, mantendo canais abertos, acessíveis e permanentes de comunicação.
Como parte dessa estratégia, equipes da EMCASA vêm realizando visitas domiciliares no bairro, com a entrega de materiais informativos e diálogo direto com os moradores sobre as etapas das obras, impactos previstos e formas de acompanhamento. Os moradores podem esclarecer dúvidas e buscar informações pelos canais oficiais: WhatsApp (32) 3690-7569 ou telefone (32) 3217-1400, ramal 3.