

Juiz de Fora vem consolidando resultados expressivos no enfrentamento à dengue. O município registrou redução de 99,6% nos casos confirmados da doença no comparativo entre as semanas epidemiológicas 1 a 13 dos anos de 2024 a 2026, reflexo do trabalho contínuo de prevenção, monitoramento e combate ao mosquito Aedes aegypti realizado pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria de Saúde (SS) e do Programa Boniteza.
Entre as semanas epidemiológicas 1 a 13, período que compreende aproximadamente os três primeiros meses do ano, Juiz de Fora registrou, em 2026, apenas 27 casos confirmados de dengue. No mesmo intervalo de 2025, o município contabilizou 501 confirmações da doença. Já em 2024, no mesmo período analisado, foram registrados 6.929 casos confirmados, evidenciando a expressiva redução nos índices ao longo dos últimos anos.
Os dados evidenciam o impacto das ações estratégicas desenvolvidas, com atuação integrada entre vigilância em saúde, Agentes de Combate às Endemias (ACE), vacinação, limpeza urbana e mobilização da população.
Trabalho contínuo e ações intensivas no território
O enfrentamento à dengue em Juiz de Fora ocorre de forma permanente, com reforço das ações em regiões prioritárias e monitoramento constante do território. Os Agentes de Combate às Endemias realizam visitas domiciliares, tratamento focal, eliminação de criadouros, orientações à população e investigação de áreas com maior risco para a proliferação do mosquito.
Além disso, os serviços de limpeza urbana seguem atuando na remoção de resíduos e entulhos, considerados potenciais focos do Aedes aegypti. O trabalho integrado entre diferentes setores do município tem sido fundamental para ampliar a capacidade de resposta e reduzir os índices da doença.
Outro destaque é o uso de tecnologias no combate às arboviroses. Desde a implementação do monitoramento aéreo, cerca de 1,7 mil hectares já foram mapeados e vistoriados com apoio de drones, permitindo a identificação de terrenos baldios, imóveis abandonados e outros locais de difícil acesso. A tecnologia contribui para ações mais rápidas, precisas e eficientes no controle dos focos do mosquito.
Monitoramento reforçado com ovitrampas
As ovitrampas também desempenham papel importante na estratégia municipal de vigilância e controle da dengue. As armadilhas, projetadas para capturar ovos do mosquito Aedes aegypti e impedir sua proliferação, auxiliam no monitoramento da infestação e na definição de áreas prioritárias para atuação das equipes.
Desde 2020, mais de meio milhão de ovos do mosquito já foram capturados pelas ovitrampas instaladas em diferentes regiões da cidade, fortalecendo as ações preventivas e o acompanhamento contínuo dos indicadores epidemiológicos.
Vacinação amplia proteção contra a dengue
A vacinação contra a dengue segue disponível em Juiz de Fora como importante ferramenta de prevenção da doença. Atualmente, o imunizante é destinado a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
As doses estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de segunda a sexta-feira, a partir das 9h, e aos sábados, das 8h às 11h. Também é possível se vacinar no Departamento de Saúde da Mulher, Gestante, Criança e do Adolescente, localizado na Rua São Sebastião, nº 772/776, Centro, das 8h às 16h, de segunda a sexta-feira.
A Secretaria de Saúde reforça a importância de que pais e responsáveis levem crianças e adolescentes para receber a vacina, contribuindo para a proteção coletiva.
População é peça fundamental no combate à dengue
Mesmo com a redução expressiva dos casos, a Secretaria de Saúde alerta que o combate à dengue deve continuar sendo uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população. Pequenas atitudes no dia a dia são essenciais para impedir a formação de criadouros do mosquito.
Entre as principais orientações estão descartar lixo e entulho de forma correta, manter caixas d’água, tonéis e barris devidamente tampados, eliminar recipientes que possam acumular água parada, utilizar repelente e permitir a entrada dos Agentes de Combate às Endemias durante as visitas domiciliares.
A maioria dos focos do mosquito está no interior das residências. Quando o acesso é negado, o combate fica comprometido e o risco de novos casos aumenta. Por isso, a Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SsVS) reforça o pedido para que a população receba as equipes em suas casas. Todos os agentes estão uniformizados e devidamente identificados.
Denúncias
A população pode informar possíveis focos às equipes da Secretaria de Saúde por meio das seguintes plataformas disponibilizadas pela Prefeitura:
WhatsApp: (32) 98432-4608
E-mail: dengue@pjf.mg.gov.br
Plataforma online: JF Contra o Aedes
Atendimento presencial: todas as unidades do DIGA