

A Secretaria Especial da Igualdade Racial (Seir) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) realiza, ao longo de julho, uma programação do Julho das Pretas, mobilização nacional que celebra o protagonismo, a resistência e as lutas das mulheres negras.
As atividades incluem oficinas, debates, ações formativas e apresentações culturais, além de um grande ato político no Parque Halfeld. Parte da programação será realizada no Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região (CENPRE), equipamento da Seir.
O Julho das Pretas marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, celebrados em 25 de julho. A iniciativa reúne ações em todo o país para fortalecer o debate sobre igualdade racial, direitos e o protagonismo das mulheres negras.
Programação do Julho das Pretas
A programação no CENPRE começa neste sábado, 11, às 14h30, com o encerramento do 2º Ciclo de Leitura do livro “O que habita em meus cabelos”, e contará com a presença da autora Mayara Mattos e com intervenção cultural do grupo Slam Margem em Movimento.
Na quarta-feira, 15, às 16h30, será realizado o Café Filosófico "Ser mulher negra e migrante africana no Brasil", promovido pela Associação dos Africanos de Juiz de Fora (AAFRO). Na mesma ocasião, será lançada a campanha de arrecadação de livros para a futura sala de pesquisa do CENPRE, que receberá o nome da professora e militante Adenilde Petrina.
Já no dia 22, às 19h, acontecerá a mesa de debates "Epistenegrologias Insurgentes", com a participação da professora Diana Santos Souza, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A atividade é fruto de uma parceria entre a Seir e o laboratório Labhoi/Afrikas Amerikas, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
A noite de 24 de julho será dedicada à cultura, com apresentações do Slam das Minas – Vozes da Rua e do Sararau Crioulo, a partir das 19h.
A programação culmina no dia 25 de julho com uma grande mobilização no Parque Halfeld, das 9h às 12h, reunindo a população em um ato de valorização da resistência, da cultura e do protagonismo das mulheres negras.
O Julho das Pretas em Juiz de Fora é uma realização do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir/JF); do Instituto Casa Cirene Candanda; do Coletivo 8M e de diversos movimentos sociais. Neste ano, a iniciativa também promoverá o lançamento de um Calendário Unificado da Zona da Mata Mineira, reunindo 25 dias de mobilização em defesa da reparação histórica e do bem viver.
Convocatória pública
Para ampliar a participação de organizações e coletivos da região, foi aberta uma convocatória pública para integrar a programação oficial do Julho das Pretas. A iniciativa é da Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Secretaria Especial da Igualdade Racial (Seir) e da Secretaria das Mulheres, em parceria com o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir/JF), o Instituto Casa Cirene Candanda e movimentos sociais.
Podem participar coletivos, frentes partidárias, instituições de ensino, artistas e ativistas independentes de Juiz de Fora e de municípios vizinhos que desenvolvam ações voltadas à valorização e à defesa dos direitos das mulheres negras. As inscrições para o mapeamento regional seguem abertas até o dia 22 de julho, por meio do formulário online.
Além de integrar o calendário oficial, os grupos inscritos poderão aderir à construção coletiva do manifesto "Mulheres em Rede", documento político regional que reivindica o fortalecimento de políticas públicas voltadas à saúde integral, à educação antirracista e à promoção da igualdade racial.