

Juiz de Fora tem a menor taxa de crimes violentos por 100 mil habitantes entre os seis municípios mais populosos de Minas Gerais, à frente de Montes Claros, Uberlândia, Betim, Contagem e Belo Horizonte. Nos últimos 12 meses, a cidade registrou 66,58 casos por 100 mil habitantes, o que representa tendência de queda em relação à avaliação do mês anterior, que indicava 67,64.
Os dados constam na quarta edição do Monitor de Dados Públicos de 2026, organizado pelo Observatório Municipal de Violência e Criminalidade, vinculado à Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (SESUC), a partir da análise de informações disponibilizadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG).
O material apresenta indicativos referentes a roubo, furto, homicídio, feminicídio, furto e roubo de veículos, lesão corporal, crimes motivados por LGBTQIAPN+fobia, violência doméstica e acidente de trânsito. Todos os dados estão apresentados no recorte comparativo entre os meses de janeiro e maio dos anos de 2025 e 2026, com cálculo da taxa por 100 mil habitantes nos últimos 12 meses.
De acordo com os dados, Juiz de Fora apresenta o menor índice no número de registros de homicídios consumados, com 2,82 casos por 100 mil habitantes. Na comparação entre os anos de 2025 e 2026, a queda é de 40%. Na mesma variável, Betim atingiu a marca de 21,09 registros por 100 mil habitantes; Contagem, 15,34; Belo Horizonte, 11,51; e o estado de Minas Gerais registrou 9,72.
Juiz de Fora ainda registra a menor taxa de roubos consumados entre os seis municípios avaliados, com 26,95 registros por 100 mil habitantes. A cidade também apresentou queda de 24,60% na taxa de furtos consumados na comparação entre os cinco primeiros meses de 2025 e 2026. A taxa de veículos furtados também é a menor entre os municípios analisados, com 62,63 registros por 100 mil habitantes nos últimos 12 meses.
O Observatório Municipal de Violência e Criminalidade é ligado à Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Sesuc) da Prefeitura de Juiz de Fora. Este trabalho possibilita ampliar a visualização de aspectos relacionados ao fenômeno da violência na cidade, propiciando aprofundar discussões para o embasamento e efetivação de políticas de enfrentamento, prevenção e atenção na área da segurança. A criação do Observatório atende a uma das metas do Plano Municipal de Segurança Urbana e Cidadania (Lei 12.424).