“4ª Conferência Municipal da Igualdade Racial” discute reconhecimento, justiça e desenvolvimento da pessoa negra
“O Brasil na Década dos Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento. Por Nenhum Direito a Menos”. Esse foi o tema da 4ª Conferência Municipal da Igualdade Racial, promovida em Juiz de Fora no último final de semana. O evento, realizado pelo Conselho Municipal pela Igualdade Racial (Compir), da Secretaria de Governo (SG) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), contou com mais de 150 participantes e trouxe para a cidade personalidades como Martvs Chagas, sociólogo e ativista negro, e Eloy Ferreira de Araújo, ex-ministros da Igualdade Racial.
Também participaram dos debates, Ana Beatriz Querino Souza e Silva, enfermeira supervisora da Unidade de Atendimento Primário à Saúde (Uaps) do Bairro Olavo Costa, apoiadora em questões relacionadas à saúde da mulher na Subsecretaria de Atenção Primária à Saúde de Juiz de Fora; Claudinho Silva, militante do movimento negro e hip hop e ex-coordenador de Políticas para Juventude na Prefeitura de São Paulo; e Giane Elisa Sales de Almeida, professora, mestre em Educação/ Universidade Federal Fluminense (UFF) e pedagoga/Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
A abertura ocorreu na sexta-feira, 28, na Escola de Governo, e reuniu o vice-prefeito, Antônio Almas, o secretário de Governo, José Sóter de Figueirôa, o secretário-adjunto de Direitos Humanos, Participação e Cidadania do Estado de Minas Gerais, Gabriel Rocha, a representante do Movimento Negro de Juiz de Fora, Jussara Alves, conselheiros de direito e ativistas e membros de movimentos negros. As apresentações culturais ficaram por conta do Batuque Afro-Brasileiro de Nelson Silva e Rap – Afrodescendentes, do Bairro Vila Olavo Costa.
Figueirôa destacou que já se foram sete anos da criação do Estatuto da Igualdade Racial e quatro anos da última conferência. E que houve avanços: "Hoje há uma expressiva população de negros que tem assento nas faculdades públicas e privadas do país. Embora esteja muito aquém da participação de brancos. No âmbito do Estado, também houve a criação da Secretaria de Direitos Humanos e Subsecretaria da Igualdade Racial. Já no município, a partir das deliberações da última conferência, foi realizada a reestruturação do conselho, que se tornou paritário e deliberativo, a criação da Casa da Mulher, no atendimento de vítimas de violência doméstica, e o "Selo da Diversidade", com ações afirmativas para as questões de gênero e igualdade racial.
Ainda de acordo com o secretário, há alguns desafios a serem tratados, não somente pelo poder público, mas também pela sociedade civil, como é o caso da violência e intolerância, muito particularmente, envolvendo a juventude negra do município.
A coordenadora do Compir, Zélia Lúcia Lima, destacou que a conferência é um dos principais meios de fortalecer a política pública de igualdade racial, favorecendo principalmente os conselhos municipais e os movimentos negros. Além disso, destacou que o tema da conferência é definido pela Organização das Nações Unidas (ONU), que estabeleceu que esta é a década dos afrodescendentes.
Representantes para Conferência Nacional são eleitos
Na Conferência, foi eleita a delegação, composta por 45 representantes da sociedade civil e conselheiros e sete do Governo, que representará a cidade na 4ª Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, que acontece entre os dias 25 e 27 de agosto, em Belo Horizonte.
Foto: Carlos Mendonça.
* Informações com a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Governo pelo telefone 3690-7406.